terça-feira, 8 de agosto de 2023

 Charles Bezerra Cabral

francisco.charles@ipa.br

87-9.9658.1350

 

    Dando sequência a Literatura Cordelista, publicamos  mais um exemplar do primo poeta Rena Bezerra.

 

O ENCONTRO DE LAMPIÃO

COM O CABOCLO MARCOLINO.

 1

Em Patos de Irerê

De São José de Princesa,

Teve um fazendeiro forte

Homem de muita riqueza,

Era o coronel Marçal

Detentor e maioral

Das terras da redondeza.

 2

Irerê que antigamente

A Princesa pertenceu,

E foi nesse tempo que

Muita coisa aconteceu,

Foi um passado brilhante

 Charles Bezerra Cabral

francisco.charles@ipa.br

87-9.9658.1350

 

    Dando sequência a Literatura Cordelista, publicamos  mais um exemplar do primo poeta Rena Bezerra.

 

 

O CANGACEIRO MEIA-NOITE:

“Bravura, amor, ódio e Traição”

 

(Autor: Rena Bezerra)

Poeta e professor

 

1

Antonio Augusto Feitosa

‘Meia-Noite’ seu criado,

Era assim que o cangaceiro

Tinha sido batizado,

Um mulato destemido

Nesse sertão conhecido

Era muito respeitado.

 

2

Nasceu em 1902

Em Olho D’água do Casado,

Em terras Alagoanas

Ali ele foi criado,

Por lá cresceu com a fama

 Charles Bezerra Cabral

francisco.charles@ipa.br

87-9.9658.1350

 

    Dando sequência a Literatura Cordelista, publicamos  mais um exemplar do primo poeta Rena Bezerra.

 

 

O MILHO PLANTADO EM 15
SÓ NASCEU NO 16.

 1

“O velho” Bernardo me contou

Que em 1915 não choveu

Uma semente por aqui sequer nasceu

Nem mesmo uma que seu primo lhe arrumou.

Era um milho do agreste que chegou

Trazido pelo bom Napoleão

Que queria implantar nesse sertão

Uma nova cultura resistente,

 Charles Bezerra Cabral

francisco.charles@ipa.br

87-9.9658.1350

 

    Dando sequência a Literatura Cordelista, publicamos  mais um exemplar do primo poeta Rena Bezerra.

 

 

JACKSON DO PANDEIRO

“O REI DO RITMO”

-2019 ano do seu centenário-

 1

Nascido em Alagoa Grande

Em 31 de agosto, 1919

Recebeu com muito gosto,

Nosso José Gomes Filho

Que chegou para dar brilho

Naquele dia ao sol posto.

 2

Já nasceu ouvindo coco

Sua mãe era cantora,

Chamada Flora Mourão

Mulher forte, lutadora,

Ela tinha uma bandinha

 Charles Bezerra Cabral

francisco.charles@ipa.br

87-9.9658.1350

 

    Dando sequência a Literatura Cordelista, publicamos  mais um exemplar do primo poeta Rena Bezerra.

 

 

ILUSTRES ANÔNIMOS  DA MINHA TERRA

 01

Já fiz rimas pros juízes

Doutores da minha serra,

Já falei das meretrizes

Que vive uma eterna guerra,

Mais agora vou mudar

Pra dar espaço e falar

Dos Ilustres da Minha Terra.

 02

Começo por João Caití

Que se fez um soberano,

Em todo boteco aqui

Foi freguês de muitos anos,

Rugas em seu rosto vinga

 Charles Bezerra Cabral

francisco.charles@ipa.br

87-9.9658.1350

 

    Dando sequência a Literatura Cordelista, publicamos  mais um exemplar do primo poeta Rena Bezerra.

 

 

CORDEL DA INCLUSÃO SOCIAL

 1

É um conjunto de ações

Que protege muita gente,

Principalmente aqueles

Taxados de “diferente”,

Para uma sociedade

Que tem a bem da verdade

O preconceito na frente.

 2

Pra mim o deficiente

É o ser intolerante,

Que se acha aqui na terra

Como o ser mais importante,

Mas não passa dum tinhoso

 Charles Bezerra Cabral

francisco.charles@ipa.br

87-9.9658.1350

 

    Dando sequência a Literatura Cordelista, publicamos  mais um exemplar do primo poeta Rena Bezerra.

 

 

CORDEL DA TERCEIRA IDADE

 1

A terceira idade é

Uma nova etapa da vida,

Que começa nos 60

E se manda sem medida,

Muitas modificações

No corpo umas reações

Que chegam de ‘inxirida’.

 2

Também é atribuída

Para essa nova idade,

Alteração das funções

Tem menos mobilidade,

Fica também mais tinhoso